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segunda-feira, 7 de abril de 2014

CineBancários lança elogiado drama colombiano Crônica do Fim do Mundo



O CineBancários exibe, de 10 a 23 de abril, o inédito drama colombiano "Crônica do Fim do Mundo", de Maurício Cuervo. Primeiro longa-metragem do diretor, o filme representa uma cinematografia que não chega com frequência ás nossas telas, mas que tem se destacado em sua produção recente. As sessões são de terça a domingo, com ingressos a R$ 6,00 para o público geral e R$ 3,00 para idosos, estudantes, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados.

Sinopse:
Pablo, 70 anos, catedrático aposentado, vive trancado em seu apartamento. Seu mundo acabou há duas décadas, quando a esposa morreu na explosão de uma bomba, em Bogotá. Felipe, seu filho, é pai pela primeira vez e a sua única conexão com o mundo externo. Enquanto aguarda o anunciado fim do mundo, Pablo decide telefonar para os seus desafetos e despejar recordações.

"Em “Crônica Del Fin Del mundo” (no original), o diretor colombiano Mauricio Cuervo acerta a mão em vários aspectos, a começar pelo roteiro enxuto, seguindo a linha argentina de narrar uma história de pessoas comuns, sem firulas, o que não significa falta de talento ou rigor. É do cotidiano de uma cidade latino-americana que o diretor extrai mazelas que infernizam a vida dos cidadãos e episódios traumáticos, sem esquecer o humor, neste sensível e reversível apocalipse particular entre pai e filho.(Susana Schild/O Globo)".

"Apresenta mais surpresas do que muito filme badalado que anda por aí. Sem contar que é rara a oportunidade de ver alguma coisa do cinema colombiano no nosso circuito. É bom aproveitar.(Luiz Zanin Oricchio/O Estado São Paulo)".

"Hilário, o ator Victor Hugo Morant dá vida ao lado B, quando empunha um telefone, em sucessivas e descabidas ameaças a desafetos do passado. Divertido, Cuervo marca gol logo na estreia(Ricardo Daehn/Correio Brasiliense)".


Prêmios e seleções em festivais :
- 29º Festival Internacional de Cinema de Bogotá: Melhor Filme Colombiano
- Festival do Rio 2013: Seleção Oficial da Première Latina
- BIFF - Festival Internacional de Cinema de Brasília: Seleção Oficial da Mostra América do Sul
- Festival de Cinema de Medellín: Filme de abertura
- Festival de Cinema de Hermosillo: Seleção Oficial

Elenco
Pablo Bernal - VÍCTOR HUGO MORANT
Felipe Bernal - JIMMY VÁSQUEZ
Claudia - CLAUDIA AGUIRRE
Ángel - ÁNGEL VÁSQUEZ AGUIRRE
Ramiro - JUAN CARLOS ORTEGA
Ficha Técnica
Direção: MAURICIO CUERVO
Montagem: MAURICIO CUERVO, MARÍA CRISTINA PÉREZ
Produção Executiva: SANDRA BUSTOS GUZMÁN, MAURICIO CUERVO
Produção: SANDRA BUSTOS GUZMÁN
Produção Geral: CAROLINA APONTE RODRÍGUEZ
Roteiro: CLAUDIA VÁSQUEZ RAMÍREZ
Assistente de direção: SANDRA BUSTOS GUZMÁN
Som: CABEZAEMEDIA
Música: ORLANDO BETANCOURT ESCOBAR
Iluminação: JUAN CARLOS BUSTOS GUZMAN
Figurino: LAURA RODRÍGUEZ LEIVA
Maquiagem: CLAUDIA VÁSQUEZ RAMÍREZ
Som direto: ANDRÉS MONTAÑA DURET
Edição de som: NICOLÁS SIACHOQUE, CARLOS ANDRÉS CABAS VANEGAS, ANDRÉS MONTAÑA DURET
Duração: 85 min
Classificação: Não recomendado para menores de 12


GRADE DE HORÁRIOS:

10 de abril (quinta-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

11 de abril (sexta-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

12 de abril (sábado)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

13 de abril (domingo)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

15 de abril (terça-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

16 de abril (quarta-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

17 de abril (quinta-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

18 de abril (sexta-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

19 de abril (sábado)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

20 de abril (domingo)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

22 de abril (terça-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

23 de abril (quarta-feira)
15h - Crônica do Fim do Mundo
17h - Crônica do Fim do Mundo
19h - Crônica do Fim do Mundo

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Ói Nóis Aqui Traveiz realiza mostra de parte do seu arquivo audiovisual no Cine Bancários



Foto: Kassandra in Process - Nilton Silva


Celebrando os seus 36 anos de trajetória a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, em parceria com o Cine Bancários, realiza o ciclo de exibições “Ói Nóis Aqui Traveiz – 36 Anos de Ousadia e Ruptura”. Estarão fazendo parte da programação, os registros dos espetáculos: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas - Performance Sobre a Ausência, Aos que Virão depois de Nós - Kassandra in Process” e ainda o documentário “Raízes do Teatro” com direção de Pedro Isaias Lucas. Todas as sessões contarão com a presença dos atuadores do grupo.

As exibições serão nos dias 8 e 9 de abril no Cine Bancários (Rua General Câmara, 424 - Centro), nas sessões das 17 e das 19h. A entrada é franca.

PROGRAMAÇÃO

O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO

O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO” é o registro audiovisual do espetáculo de rua da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz sobre a trajetória do revolucionário brasileiro Carlos Marighella. A encenação coletiva para Teatro de Rua conta a história de um herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. Marighella não abdicou ao direito de sonhar com um mundo livre de todas as opressões. Viveu, lutou e morreu por esse sonho.

Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Através de uma estética “glauberiana”, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas das cidades do nosso país uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro. Nesses três anos de trajetória, a peça que narra a Vida, Paixão e Morte do revolucionário Carlos Marighella, percorreu 14 estados brasileiros ; apresentou-se em mais de 60 cidades; participou de Festivais e Mostras em todo país, coloriu com as suas alegorias praças, parques, vilas e bairros de Porto Alegre, levando o espetáculo também à zona rural, passando por diversos assentamentos do Rio Grande do Sul, totalizando um público de mais de 70.000 pessoas. A encenação recebeu os principais prêmios do teatro gaúcho: Açorianos de Melhor Espetáculo, Melhor Produção, Melhor Figurino, Melhor Atriz (Tânia Farias) e Melhor Trilha (Johann Alex de Souza).


VIÚVAS - PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA

Viúvas - Performance sobre a Ausência” faz parte da pesquisa teatral que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer. O Teatro de Vivência do Ói Nóis Aqui Traveiz procura uma forma de relação aberta e sincera com o público, em que atores e espectadores partilhem de uma experiência comum, que tenha intensidade de um acontecimento, capaz de produzir novas formas de percepção.


AOS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS KASSANDRA IN PROCESS

Aos que virão depois de nós KASSANDRA IN PROCESS” é um registro audiovisual de um dos mais consagrados espetáculos de vivência da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A encenação revê a Guerra de Tróia numa perspectiva que aponta para o feminino. A ‘guerra-mãe’ do Ocidente, modelo para todas as outras guerras e para o ideal heroico masculino baseado no desejo de poder e destruição da alteridade, é vista pelos historiadores como a passagem do mundo matriarcal para o patriarcal. O deus-pai Apolo em oposição à deusa-mãe Cibele. A novela ‘Cassandra’ de Christa Wolf foi a principal fonte de inspiração para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na criação coletiva do espetáculo. Boa parte da obra da autora é caracterizada pelo recorte feminista, não o panfleto pelo panfleto, tampouco o repisado olhar sobre a alma feminina, mas a subjugação histórica das mulheres nas falocracias do globo.


RAÍZES DO TEATRO

O documentário “Raízes do Teatro” com direção de Pedro Isaias Lucas, apresenta um dos principais eixos do trabalho de criação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. O título do documentário é o nome do projeto criado pelo Ói Nóis Aqui Traveiz em 1987 para sistematizar o estudo das origens ritualísticas do teatro. A principal característica dessa metodologia é o tratamento especial dado aos mitos. Fazem parte do projeto Raízes do Teatro os espetáculos Antígona, Ritos de Paixão e Morte (1990), Missa para Atores e Público sobre a Paixão e o Nascimento do Dr. Fausto de Acordo
com o Espírito de Nosso Tempo (1994), Aos Que Virão Depois de Nós – Kassandra in Process (2002) e Medeia Vozes (2013).

PROGRAMAÇÃO
8 de abril (terça-feira)
15h - Em busca de Iara
17h - “O Amargo Santo da Purificação”
19h - “Viúvas – Performance sobre a Ausência”

9 de abril (quarta-feira)
15h - Em busca de Iara
17h - “Viúvas – Performance sobre a Ausência”
19h - Documentário “Raízes do Teatro” e “Aos que virão depois de nós Kassandra in Process – A criação do Horror”, seguido de um bate papo com o diretor do documentário, Pedro Isaias Lucas e com os atuadores do grupo.

FONTE: Ói Nóis Aqui Traveiz 

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Documentário Em busca de Iara segue em cartaz até dia 9


Em cartaz até 9 de abril, de terça a domingo, às 15h, 17h e 19h
(dias 8 e 9 sessões às 15h)


*Ingressos: inteira: R$ 6,00 (público geral); meias: R$ 3,00 (para idosos, estudantes, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados).

Segue em cartaz no Cinebancários, até 9 de abril, Em Busca de Iara, documentário de Flavio Fredericoque resgata a vida de Iara Iavelberg. Jovem estudante de família judia, Iara deixou para trás uma confortável vida familiar para engajar-se na resistência armada à ditadura militar. Vivendo na clandestinidade, conhece o ex-capitão Carlos Lamarca, com quem vive uma intensa paixão até o assassinato de ambos, em 1971. Com cuidadosa pesquisa de documentos, imagens de arquivo e entrevistas, o filme reconstrói, a partir de uma investigação pessoal da sobrinha de Iara, Mariana Pamplona, a vida da guerrilheira e desmonta a versão oficial do regime, que atribui sua morte a um suicídio.






2003. Após uma longa e cansativa disputa judicial, a família de Iara Iavelberg consegue o direito de exumar o corpo da guerrilheira para provar que sua morte, ocorrida em 20 de agosto de 1971, não decorreu de um suicídio conforme forjado pela ditadura militar, mas sim de um assassinato cometido pelos órgãos de repressão.


Iara nasceu em São Paulo em 1944 numa família judia. Ingressou no curso de Psicologia da USP em 1963, quando este ainda estava incorporado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras na rua Maria Antônia, centro de agitação política. Cativou os amigos e companheiros de militância com sua inteligência, formação política, carisma e simpatia. “O sorriso dela não era de charminho nem convencional ou de estereótipo. Ela sorria inteira, alma e corpo. Havia uma alegria nela da qual o sorriso era a expressão”, lembra o filósofo João Quartim de Moraes.


Teve atuação destacada no movimento estudantil, presidindo a AUEPE (Associação Universitária dos Estudantes de Psicologia), o centrinho, atual Centro Acadêmico Iara Iavelberg da USP. Militou inicialmente na POLOP (Organização Revolucionária Marxista – Política Operária), migrando posteriormente para a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro). É quando conhece Carlos Lamarca, o capitão que desertou do Exército para ingressar na resistência armada à ditadura. Surge uma intensa paixão que duraria até o assassinato brutal de ambos, mas permaneceria na memória por meio dos diários de Lamarca.


Tomando como ponto de partida a investigação de Mariana Pamplona para recuperar o passado da tia, o documentário Em Busca de Iara reconstrói a vida da guerrilheira em todas as suas facetas. Apoiando-se numa cuidadosa e extensa pesquisa de documentos e imagens, além de entrevistas com os protagonistas da vida de Iara e do Brasil na virada da década de 60, o filme desmonta a versão oficial do suicídio e dá sua contribuição para que revisitemos nosso passado, desmascarando as atrocidades cometidas no período da ditadura militar (1964-1985).


EM BUSCA DE IARA, de Flavio Frederico. Argumento e Roteiro de Mariana Pamplona. Brasil, documentário, 91 minutos. Produtora: Kinoscópio Cinematográfica







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quarta-feira, 19 de março de 2014

ELES VOLTAM segue em cartaz no CineBancários até 26 de março




Grande vencedor do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: Melhor Filme – Júri Oficial; Melhor Atriz (Maria Luiza Tavares) – Júri Oficial; Melhor Atriz Coadjuvante (Elayne de Moura) – Júri Oficial; Melhor Filme – Júri da Crítica – Abraccine.

ELES VOLTAM, de Marcelo Lordello, segue em cartaz no CineBancários até dia 26 de março, com sessões às 15h, 17h e 19h e ingressos a R$6,00 para o público geral e R$3,00 para bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados, idosos e estudantes.


O longa foi o grande vencedor do Festival de Brasília de 2012, levando os prêmios de Melhor Atriz, para Maria Luiza Tavares, Melhor Filme, pelo júri oficial e Melhor Filme pelo Júri da Crítica – Abraccine. O filme conta com um formato fabular em que a história é contada a partir dos olhos de uma garota de 12 anos, Cris. O diretor, Marcelo Lordello, faz parte da nova geração de diretores pernambucanos, seu curta “Nº27” teve forte repercussão em festivais nacionais e ELES VOLTAM é seu primeiro longa.



Sinopse: No filme Cris, de 12 anos, e seu irmão mais velho são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. ELES VOLTAM acompanha Cris em sua jornada de retorno ao lar. Um caminho feito de encontros, em que realidades distintas serão seus guias. Uma fábula de tons realistas sobre as vivências que farão Cris se revisitar.



ELES VOLTAM, de Marcelo Lordello. Brasil, drama, 95 minutos. Com Clara Oliveira, Elayne de Moura, Georgio Kokkosi, Germano Haiut, Teresa Costa Rêgo, Irma Brown, Jéssica Silva, Maria Luiza Tavares, Mauricéia Conceição



Festivais, Mostras e Prêmios

- Estreia Nacional: 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Brasília, DF, Brasil – set, 2012. Prêmios: Melhor Filme – Júri Oficial; Melhor Atriz (Maria Luiza Tavares) – Júri Oficial; Melhor Atriz Coadjuvante (Elayne de Moura) – Júri Oficial; Melhor Filme – Júri da Crítica – Abraccine.
- 14o Mostra Londrina de Cinema – set, 2012.
- Mostra Vitória – Vitória da Conquista – BA, Brasil - Outubro, 2012;
- V Janela Internacional de Cinema do Recife - Recife, PE, Brasil – Nov., 2012.
- 16a Mostra de Cinema de Tiradentes – Tiradentes, MG, Brasil – Janeiro, 2013
- 42o IFFR – International Film Festival Rotterdam 2013 – Roterdã, Holanda – Jan.,2013.
- New Directors New Film – 2013 – Nova Iorque, EUA – março, 2013
- 10o Indie Lisboa – 2013 – Competição Internacional – Lisboa, Portugual – abril, 2013.
- 14th Jeonju International Film Festival – 2013 – Seul, Coréia do Sul – abril/maio, 2013.
- 56th San Francisco International Film Festival – New Directors Competition – San Francisco, EUA – Maio, 2013.


GRADE DE HORÁRIOS:

18 de março (terça-feira)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

19 de março (quarta-feira)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

20 de março (quinta-feira)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

21 de março (sexta-feira)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

22 de março (sábado)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

23 de março (domingo)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

25 de março (terça-feira)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

26 de março (quarta-feira)
15h - Eles Voltam
17h - Eles Voltam
19h - Eles Voltam

quinta-feira, 6 de março de 2014

Premiado longa Eles Voltam estreia dia 11 no CineBancários




Grande vencedor do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: Melhor Filme – Júri Oficial; Melhor Atriz (Maria Luiza Tavares) – Júri Oficial; Melhor Atriz Coadjuvante (Elayne de Moura) – Júri Oficial; Melhor Filme – Júri da Crítica – Abraccine.


ELES VOLTAM, de Marcelo Lordello, estreia no dia 11 de março no CineBancários, nas sessões das 15h e das 19h. (Na sessão das 17h, permanecerá em exibição o documentário São Silvestre, de Lina Chamie). O longa foi o grande vencedor do Festival de Brasília de 2012, levando os prêmios de Melhor Atriz, para Maria Luiza Tavares, Melhor Filme, pelo júri oficial e Melhor Filme pelo Júri da Crítica – Abraccine. O filme conta com um formato fabular em que a história é contada a partir dos olhos de uma garota de 12 anos, Cris. O diretor, Marcelo Lordello, faz parte da nova geração de diretores pernambucanos, seu curta “Nº27” teve forte repercussão em festivais nacionais e ELES VOLTAM é seu primeiro longa.
Sinopse: No filme Cris, de 12 anos, e seu irmão mais velho são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. ELES VOLTAM acompanha Cris em sua jornada de retorno ao lar. Um caminho feito de encontros, em que realidades distintas serão seus guias. Uma fábula de tons realistas sobre as vivências que farão Cris se revisitar.

ELES VOLTAM, de Marcelo Lordello. Brasil, drama, 95 minutos. Com Clara Oliveira, Elayne de Moura, Georgio Kokkosi, Germano Haiut, Teresa Costa Rêgo, Irma Brown, Jéssica Silva, Maria Luiza Tavares, Mauricéia Conceição

Festivais, Mostras e Prêmios
- Estreia Nacional: 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Brasília, DF, Brasil – set, 2012. Prêmios: Melhor Filme – Júri Oficial; Melhor Atriz (Maria Luiza Tavares) – Júri Oficial; Melhor Atriz Coadjuvante (Elayne de Moura) – Júri Oficial; Melhor Filme – Júri da Crítica – Abraccine.
- 14o Mostra Londrina de Cinema – set, 2012.
- Mostra Vitória – Vitória da Conquista – BA, Brasil - Outubro, 2012;
- V Janela Internacional de Cinema do Recife - Recife, PE, Brasil – Nov., 2012.
- 16a Mostra de Cinema de Tiradentes – Tiradentes, MG, Brasil – Janeiro, 2013
- 42o IFFR – International Film Festival Rotterdam 2013 – Roterdã, Holanda – Jan.,2013.
- New Directors New Film – 2013 – Nova Iorque, EUA – março, 2013
- 10o Indie Lisboa – 2013 – Competição Internacional – Lisboa, Portugual – abril, 2013.
- 14th Jeonju International Film Festival – 2013 – Seul, Coréia do Sul – abril/maio, 2013.

- 56th San Francisco International Film Festival – New Directors Competition – San Francisco, EUA – Maio, 2013.





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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

São Silvestre segue em cartaz no CineBancários






Segue em cartaz até dia 16 de março, com sessões às 17h, o documentário "São Silvestre", de Lina Chamie, sucesso de crítica e considerado um dos melhores filmes de 2013. Ingressos: R$ 6,00 para o público geral e R$ 3,00 para bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados, idosos e estudantes.

A São Silvestre é a corrida de rua mais famosa e tradicional do nosso continente. Há 88 anos, São Paulo está acostumada a acompanhar esses milhares de corredores corajosos que atravessam o centro da cidade no dia 31 de dezembro. São Paulo não saberia deixar para trás o ano velho e correr para o ano novo de outra forma: a São Silvestre acelera ainda mais o ritmo do seu coração.

Nascida na cidade, Lina Chamie vem percorrendo a sua geografia emocional em todos os filmes que dirigiu, usando para isso a música e a dura poesia das ruas, dos edifícios e da vida veloz de seus habitantes. Cada filme de Lina – de Tônica Dominante (2000) ao mais recente Os Amigos (2013) – é, de forma líquida e certa, uma homenagem à cidade que ela ama.
São Silvestre, um documentário feito de puras sensações sonoras e visuais, é o coroamento dessa carreira voltada para um estranho amor que soube vingar no caos, na fuligem e na aspereza de uma cidade à primeira vista assustadora.

Correndo com os corredores, mas olhando para os lados, atenta à paisagem concreta de São Paulo, a câmera de São Silvestre consegue traduzir, na base do som e da poesia muda das imagens, o que significa percorrer os 15 quilômetros que separam os homens e as mulheres do grande clímax que é a chegada.

São, na verdade, 17 câmeras, distribuídas nos pontos mais improváveis – nas cabeças, nos braços e pernas dos atletas, mas também em traquitanas inventadas para deslizar pelo tema com a máxima delicadeza que ele merece. Há uma bicicleta com quatro câmeras voltadas para os pontos cardeais. Há um cinegrafista vertiginosamente montado num segway. E há uma câmera voltada para o rosto do ator Fernando Alves Pinto, que fez o percurso em 1h40 – um verdadeiro recorde para quem foi obrigado a carregar uma engenhoca de mais ou menos 5 kg.

Mas tudo isso é técnica. No final das contas, movidos pelas batidas do coração do nosso ator dissolvido na massa de corredores, somos impelidos para a frente, para a linha de chegada, como se estivéssemos correndo juntos.

Aí está a beleza de São Silvestre: a de capturar uma multiplicidade de emoções em movimento – e ainda assim prestar atenção na cidade que se ama, parando alguns segundos para ouvir a ópera que escapa do Teatro Municipal ou a narração de uma partida do Santos de Pelé no Estádio do Pacaembu. Numa das cenas mais bonitas do filme, feita nos dias que antecederam a corrida, a “Valsa Triste”, de Sibelius, surpreende dois carros parados no sinal, com um homem e uma mulher isolados dentro de cada um deles.

No final, somos todos heróis, e o ano que vai nascer bem que poderia ser aquele que sonhamos (embora nos sonhos comecem as responsabilidades, como escreveu o poeta americano Delmore Schwartz).

São Silvestre, de Lina Chamie. Brasil, 2013, documentário, 80 minutos. Com Fernando Alves Pinto.

EXTRAS

UMA CONVERSA COM_ LINA CHAMIE

Que relação você tem com a Corrida de São Silvestre?
A razão de eu ter feito o filme é completamente afetiva e pessoal, embora a São Silvestre seja um evento que está no imaginário coletivo e que existe na nossa vida desde criança. Ela é um ícone mesmo para quem nunca correu nela. Mas eu morava ao lado do edifício da Gazeta, na linha de chegada. Ou seja, eu estava no meio do furacão. Viajo pouco, sempre passo o Ano Novo por aqui, sou superpaulistana, paulistana da gema. Quando a corrida passou para a tarde (o que é uma pena, pois quando era à meia-noite representava concretamente a passagem do ano novo), eu deixava a TV ligada, sem som, e ficava ouvindo os sons da corrida no lado de fora. Na virada de 2008 para 2009, resolvi descer para assistir tudo ao vivo. Fiquei umas duas horas vendo as pessoas chegarem, e é sempre um
momento muito emocionante, uma catarse. Ou a pessoa chega em estado de graça ou chega desgraçada, ou chega chorando de emoção ou chorando de dor. É um instante tão cheio de humanidade, tão belo, mais até para as pessoas que não são atletas. Tanto que o filme não está preocupado com a elite dos corredores, mas sim com a grande massa de amadores. Fiquei muito comovida. Eu estava tão perto. Foi aí que caiu a ficha cartesiana: ninguém nunca tinha filmado a São Silvestre! Tem uma cena de um filme que eu adoro, um dos filmes da minha vida, que é o São Paulo S.A., do Luís Sérgio Person, em que o personagem do Walmor Chagas, o Carlos, está na virada do ano, e
a corrida aparece. Mas ela nunca foi filmada por si só, enquanto um evento significativo de São Paulo. Então, pensei: “Tem que filmar!”.
Fiz rapidamente um projeto e saí em busca de uma produtora. E a BossaNovaFilms foi um encontro muito feliz, porque a Denise Gomes é corredora, maratonista, e se apaixonou pelo projeto. De 2010 para 2011, a gente ainda não tinha recursos pra filmar. Mas eu sugeri que filmássemos pequenininho, na raça, chamando os amigos, montando um Exército de Brancaleone. Não era ainda o longa, mas fomos filmar inclusive para entender um pouco mais o evento e a relação que ele teria com o cinema. A gente fez, testou câmeras, o ponto de vista do corredor, traquitanas, o passo. O material ficou tão bom que acabou virando um curta de 18 minutos, que foi para o festival É
Tudo Verdade em 2011. É um curta de entrevistas. Eu ficava ouvindo as pessoas, tentando extrair – talvez por ser filha de poeta e acreditar tanto na palavra –a descrição de uma emoção. O que nunca veio, é óbvio. Todos diziam: “Inexplicável!”. Em geral, as entrevistas esportivas vão por aí. Então, pensei: mais do que nunca, este filme tem que ser sensorial. O que importa é essa emoção. O que me levou a fazer São Silvestre? Essa emoção das pessoas na hora da chegada. No longa, eu tento mostrar a sensação do corredor fazendo a corrida.
Sem palavras. Outra das razões para fazer o filme foi a minha relação amorosa com a cidade de São Paulo.

Como é que vocês organizaram essa grande ação simultânea?
No dia 31, haviam 17 câmeras. Uma está na largada – é a minha unidade, com a gente se movendo para a chegada. Outra está no centro de São Paulo. Uma terceira câmera está em cima do Palco da Virada, fazendo o enquadramento da largada, documentando a própria pista e as pessoas se preparando na avenida Paulista. O resto das câmeras está correndo, de diferentes maneiras: uma, por exemplo,
está no rosto do Fernando Alves Pinto. Há um operador em cima de um segway, aqueles veículos de duas rodas, com uma steadicam. Ele controla o aparelho com o joelho, e assim a câmera quase flutua no meio dos corredores. As outras são câmeras dis tribuídas em diversos pontos, até na canela de um corredor. Era como um estilhaçar de busca de imagens de dentro da corrida. E tudo em take único!

Fernando sempre aparece nos seus filmes. Ele é meu irmão e eu não filmo sem ele. Um dia fomos ao cinema juntos e eu propus: Vamos fazer o S. Silvestre juntos? Você corre e eu filmo”. E ele, inadvertidamente, respondeu: “Vamos nessa!”. Ele não tinha a menor ideia do que seria correr a São Silvestre. Durante o ano ficamos testando uma câmera que captaria a geografia do rosto de um corredor. Achava muito bom que fosse um ator, porque ele seria um peixe fora d’água, sem o exercício da ficção. O Fernando não está interpretando no filme – ele está vivendo uma situação, enquanto a câmera está lá registrando esta profunda vivência de um momento.

Como foi a montagem de todo esse material?
Ao contrário do que poderia parecer, não foi nada caótico, pois usamos o trajeto como mapa das câmeras alinhadas. De forma que o percurso, que é o deus do corredor, também foi o nosso deus-guia na montagem.

O som é muito importante no filme. Ele é absolutamente sonoro, só pode ser visto numa boa sala de cinema. O som é parte da narrativa. Foi um processo criativo incrível, pois é o som que amarra o filme. O Fernando e um outro corredor eram unidades móveis de som. Eu até quis gravar as batidas do coração, o som do corpo. O som da batida dos pés no chão se mistura com a batida do coração: é mântrico, ele permeia o filme inteiro, entre o passo e o
coração. E também há a respiração.

E a música?
A minha ligação com a música é muito natural – não tem jeito, eu penso e sinto musicalmente. É uma extensão do meu olhar cinematográfico. Estudei música nos Estados Unidos, sou formada pela New York University justamente em música e filosofia. Depois fiz mestrado em música na Manhattan School of Music.

Você escolheu músicas muito bonitas. Eu não escolhi, elas é que me escolheram.
Por exemplo, a primeira parte do filme, que é uma espécie de aurora – pois tudo acontece de manhã cedinho, o sol está nascendo, a cidade está vazia, luminosa – tem como trilha a “Primeira Sinfonia”, de Mahler. Mahler diz que a “Primeira Sinfonia” corresponde ao despertar da natureza. É um som que eu repito no instante da largada, pois a largada também é uma aurora.

A música também comenta a cidade que se vê no filme. Sim. Quando a gente passa em frente ao Municipal, toca “Sansão e Dalila”, uma ópera. É a minha lembrança afetiva do teatro. É como se o Muncipal invadisse a rua com seu som, com a sua poética, com a sua música. É isso que o Municipal significa para a cidade. No bloco final do filme, na chegada, usei Scriabin, o “Poema do Êxtase”. A redenção vem de uma viagem árdua do corredor.

Como é que você vê São Silvestre dentro da sua obra?
Os filmes vão representando você para você mesma. Cada filme me leva para um lugar. E eu estou gostando de ser levada para os lugares. O que eu adoro nesse filme é que ele me leva para um lugar não planejado: ele é que manda, ele é que olha para as coisas dessa forma. Ele é o que é, como se dissesse: “Não sei o que você vai achar de mim, mas eu sou assim”.

ALGUMAS PERGUNTAS PARA:

DENISE GOMES, produtora

Como corredora que você é, que tal produzir um filme tão voltado para a corrida?
Desde o início foi uma inspiração, um desejo de realizá-lo, um envolvimento emocional, antes de tudo. A São Silvestre é a nossa Maratona de Nova York, ela une todos os brasileiros, de norte a sul, ela celebra o ano que vai nascer, ela confraterniza e inspira todos os corredores e torcedores.

Imagino grandes dificuldades para organizar a coisa toda. Poderia falar um pouco sobre elas?
O primeiro desafio foi encontrar os equipamentos certos para o resultado que queríamos: ter a sensação de quem está correndo, a visão do corredor, nosso "ator" principal, representado pelo Nando Alves Pinto. Fizemos um teste na própria São Silvestre do ano anterior,
2010, o que acabou resultando num curta-metragem que ganhou o premio Aquisição Canal Brasil, no festival É Tudo Verdade. No ano seguinte não podíamos errar, pois aquela diária ( praticamente a única ) só poderia se repetir um ano depois (risos). A logística das várias câmeras espalhadas pelo percurso da corrida, as equipes afinadas, os diversos pontos de vista, as diversas go pro instaladas na bike, no capacete, no peito, no pé de vários corredores, enfim, tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, num evento sobre o qual não tínhamos controle nenhum.
E ainda choveu muito, sem parar, até o final da prova! O que acabou contribuindo, a meu ver, para o impacto das imagens.

É um filme incomum, entre o documentário e a poesia. Em que gênero você acha que ele se enquadra melhor?
(Risos) Difícil de responder esta pergunta. Ele é uma experiência sensorial, com todos os recursos de som e imagem. E acredito que ela se intensifica, quando estamos dentro de uma sala de cinema, com o som amplificado.

PAULA COSENZA, produtora

Como foi produzir um filme aparentemente tão fácil mas tão complexo quanto o São Silvestre?
A produção do São Silvestre me pareceu sempre um grande desafio. OK, é um filme de uma única diária, mas isso também quer dizer que há apenas uma chance, "um take", não dá pra repetir. O exercício do ano anterior que acabou se transformando no curta foi fundamental para a preparação do longa. No dia D, muitas surpresas, a mudança do trajeto…até a chuva, que em qualquer filmagem é um terror, aqui se transformou em glória.

Como foi filmar num 31 de dezembro?
Assim como correr, filmar no dia 31 é uma experiência especial. O final do dia foi um sem fim de troca de e-mails, mensagens, telefonemas, abraços e lágrimas, muitas emoções, acredito que todas impressas na tela.

E o que você acha do resultado final?
O filme tenta trazer para o espectador a intraduzível experiência da corrida, é um filme de sensações, não de narrativa racional. Para atingir este resultado o filme conta com um primoroso desenho de som, com a inserção sutil de cores e músicas, com uma montagem precisa, viva mas não frenética. A mim pessoalmente o filme provoca sentimentos parecidos com os que sinto quando vou ouvir um concerto: prazer, surpresa e uma certa loucura de uma mente que devaneia…Acredito que o filme irá agradar a quem, como eu, se permitir correr com o filme livremente, mesmo sem nunca antes ter calçado um par de tênis. Acredito também que o filme seja uma
grande ode à cidade, a São Paulo, e é ela quem fica gravada em mim ao final desta maratona.

FERNANDO ALVES PINTO, ator

Você tem uma longa parceria com a Lina.
A gente se conhece há 30 anos, e nossos pais se conheciam antes de nós.

No filme, você quase não representa, mas atua como corredor. Que tal essa sensação?
Acho que, de alguma forma, estava representando para a câmera. Representamos a vida inteira, não é? Somos pessoas diferentes com as diferentes pessoas que conhecemos. Havia tanta coisa em volta na corrida. Mas acho que a minha preparação é que foi o papel. Eu vivi o personagem o ano inteiro.

É incrível o que você conseguiu fazer em cerca de 1h40, que foi o seu tempo na corrida, carregando um equipamento de 5 kg.
O papel de atleta não é uma coisa que eu faria naturalmente. De certa forma, eu sempre tive uma preparação, andando de bicicleta, de patins. Sabe que quase desisti mais para o final da São Silvestre? Foi ali na subida da Brigadeiro. Mas andei um pouco, vi que tinha muita gente atrás de mim. E aí fui em frente. É tudo muito emocional. Engraçado é que depois de certo tempo eu voltei a correr, e foi ótimo sentir a adrenalina outra vez. Quem sabe eu não poderia ter continuado como corredor?

UMBERTO MARTINS, montador
Que tal trabalhar num filme tão especial como esse?
Montar o São Silvestre foi algo novo para mim. Não se trata de um filme convencional, não é um documentário nem um filme de ficção, é um filme sensorial. Descobri, após a montagem, por que as pessoas correm: correr faz parte de nossa ancestralidade. Acho que descobri também por que os africanos sempre ganham. Eles estão mais perto de seus ancestrais.

LUIZ ADELMO MANZANO, desenho de som
O papel do som em São Silvestre é fundamental. Como foi trabalhar nele?
Ter participado do projeto de som e ser o mixador de São Silvestre foi uma experiência única. Não foi um filme simples, fácil de fazer.
Ninguém vai encontrar ali uma história tradicional. Quem espera uma documentário informativo sobre a corrida de São Silvestre vai encontrar uma proposta diferente, a de participar plenamente da corrida, colocar-se na pele de um corredor que se aventura nesse desafio para poucos. Dessa forma, pensar o som do filme foi procurar transformar o espectador num corredor que vivenciasse as sensações ao redor, num dia especial e numa cidade tão única como São Paulo. São Silvestre foi um desafio dos mais prazerosos, em todos os sentidos.

FICHA TÉCNICA
(Brasil, 2013, documentário, 80 min)
Produtoras_ BOSSANOVAFILMS e GIRAFA FILMES
Direção_ LINA CHAMIE
Produção_ DENISE GOMES e PAULA COSENZA
Produção Executiva_ DANIELA ANTONELLI AUN
Elenco_ FERNANDO ALVES PINTO
Montagem_ UMBERTO MARTINS, ABC
Fotografia_ JOSÉ ROBERTO ELIÉZER, ABC
Desenho de Som_ LINA CHAMIE, EDUARDO SANTOS MENDES, LUIZ ALDEMO
Músicas_ GUSTAV MAHLER, RICHARD WAGNER, CAMILLE SAINT–SAËNS, JEAN SIBELIUS, ALEXANDER SCRIABIN
Estudio de mixagem_ JLS FACILIDADES SONORAS
Finalização de Imagem_ TELEIMAGE

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CineBancários exibe o longa uruguaio TANTA AGUA






O Cinebancários exibe, até dia 9 de março, o longa uruguaio de Ana Guevara e Leticia Jorge, TANTA AGUA. Grande sucesso de crítica e vencedor de diversos prêmios internacionais, o filme participou de 16 festivais em todo o mundo. Ingressos: R$ 6,00 para o público geral e R$ 3,00 para bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados, idosos e estudantes.

A história é baseada em um acontecimento real da vida de Letícia, que, em um de seus verões, teve suas férias, literalmente, destruídas pelo tempo.

No filme, Alberto planeja uma viagem de férias com seus dois filhos, com os quais não convive desde que se separou da mãe deles. Ao chegar no local escolhido, um parque termal, chove sem parar e eles têm de encontrar outras formas de diversão.

Tanta Agua, de Ana Guevara e Leticia Jorge. Uruguai, 2013, cor, 102 minutos. Elenco: Malú Chouza, Néstor Guzzini e Joaquín Castiglioni.

Participações em festivais:
Berlim (Panorama) / Cartagena (Seleção Oficial) / Miami (Competição) / Toulouse (Competição) / Guadalajara (Competição) / Panamá (Competição) / Bafici (Competição) / Jeonju (Competição) / Transilvania (World Cinema) / Zlin (Competição) Cabourg (Competição) / FAM-Florianopolis (Competição) / Seoul (Competição) / Riviera Maya (World Cinema) / San Sebastian (Filme de Abertura) / Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo


Prêmios:
Festival de Cartagena - Prêmio FIPRESCI / Festival de Guadalajara – Prêmio de Melhor Primeiro Longa-Metragem / Cine en Construcción 21 - Europa Distribution Award / Work In Progress – Buenos Aires Lab - BAFICI 2012 – Prêmio Nandù / Cine en Construcción 22 – Prêmio Norteado / Riviera Maya Film Festival 2012 - Work In Progress Award / Festival de Punta del Este 2012 - HD Argentina Award / Festival de Miami – Prêmio de Melhor Roteiro / Zlin IFF 2013 – Prêmio de Melhor Filme para a Juventude / Festival da Transylvania – Prêmio Especial do Júri


As diretoras:
Ana Guevara Pose nasceu em Montevidéu em 1980 e Leticia Jorge Romero em 1981. Tornaram-se amigas enquanto eram estudantes de Comunicação no Departamento de Ciências Humanas da Universidade Católica do Uruguai. Elas, então, começaram a escrever juntas e, em 2006, realizaram “O Quarto do Fundo”, o primeiro curta-metragem, seguido de “Corredores de Verão”, o segundo curta, Em 2013 elas, enfim, dirigiram o primeiro longa, “Tanta Água”.

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